Resoluções de Ano Novo

Luis Llerena - Cafezinho - Ideias
Foto de Luis Llerena (Unsplash).

Comer cuscuz com açúcar pra provar se é bom mesmo como meu tio doido dizia.

Conhecer Wesley Safadão, pedir pra ele musicar um poema que fiz na terceira série e ficar rico.

Escrever uma carta começando com uma dessas expressões em latim: “hakuna matata” ou “yabadabadu”.

Ensinar os pratos sujos na pia a se lavarem sozinhos.

Arrumar um sósia pra ir ao banco no meu lugar.

Aprender, finalmente, a tocar “Caminhando e cantando”, de Vandré, no violão.

Mandar botar armadores de rede no resto dos cômodos da casa.

Viajar de João Pessoa a Recife num submarino amarelo, passando em Fernando de Noronha pra abastecer.

Encontrar a gravação da final daquele concurso de air guitar que ganhei e mandar pro Slash, do Guns N’ Roses.

Adotar um gato de pelo zebrado, com um olho verde, outro azul, que converse comigo de madrugada.

Tomar remédio pra careca no lado esquerdo da testa. Do tipo que não broxa.

Ir-me embora pra Pasárgada, virar amigo do rei e deflagrar uma rebelião republicana.

Descobrir se o ex-presidente Lula tem desconto de 10% quando vai fazer as unhas.

Ser mais compreensivo e resignado com aquilo que não posso mudar.

Contar com quantos paus se faz uma canoa. De sushi.

Passar um camelo pelo buraco de uma agulha e pedir a Deus pra Silvio Santos ir pro céu quando morrer.

Trocar a mesa de jantar por uma sinuca.

Ficar famoso e ganhar dinheiro pra raspar a barba.

Dar um circular no 444 da Transnacional pra lembrar como era bom ser estudante.

Saber como se joga gamão e organizar um campeonato com os velhinhos do Calçadão.

Ganhar a Champions League com o Galatasaray, no nível hard, no PES 2016.

Conseguir uma arara de pelúcia, amarrar em frente à sunga e sair no carnaval com uma plaquinha pendurada no pescoço dizendo “pau-de-arara”.

Distribuir rosas com os flanelinhas do centro como forma de me redimir pelos xingamentos que proferi contra eles durante o ano passado.

Frequentar um terreiro, ir a um culto e a um centro espírita pra incorporar Niemeyer e desenhar a diferença entre socialismo e voto de pobreza.

Fazer uma regressāo com um psiquiatra e voltar sentir o gosto do milkshake de morango com baunilha da Casquito.

Tatuar o bigode de Paulo Leminski no meu buço ou logo abaixo do umbigo. A saber.

Subir numa girafa e fazer amizade com um hipopótamo.

Aprender a dançar polca pro caso de ser chamado pra estrelar um filme russo.

Espremer uma laranja, do suco tirar a vitamina, da vitamina tirar a mina, explodi-la, causar um terremoto, do terremoto tirar a moto e sair pilotando por aí.

Arremessar a bola na cesta e cair no sábado.

Aprender a assobiar, fazer bola de chiclete e voar com pó de pirlimpimpim até a Terra do Nunca.

Combinar de se encontrar com um amigo qualquer dia e se encontrar num dia qualquer.

Fazer o regime que não fiz em 2015, 2014, 2013…

 

 

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olimpio-rocha

Nas horas não vagas, é advogado popular, professor universitário e trocador do botijão de água mineral. Nas vagas, vagueia.

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