O Grande Irmão está te observando: “1984” e a era Temer 

Tenho lido nas redes sociais alguns comentários relacionando a política do PT/Dilma com conceitos do livro “1984” de George Orwell. Close errado! Orwell deve estar pulando feito pipoca no túmulo com essas comparações. Vamos ser didáticos! Pegue uma coca-cola gelada, acomode-a em cima do seu livro preferido de papai Marx e aprenda a dar “close pseudo literário-político” certo!

O livro “1984” trata de um futuro distópico (não sabe o que é, joga no Google) que se passa no ano homônimo, onde o mundo se dividiu em apenas 3 grandes nações: Oceania, Eurásia e Lestásia. O personagem principal é um homem comum que vive na Oceania, trabalhando como servidor público. Nesse futuro, o Estado, representado pelo supremo líder conhecido como O Grande Irmão (Big Brother, é, aquele mesmo da Globo!), controla a vida do cidadão em todos os aspectos, com câmeras e telas de vigilância. O livro é uma crítica mordaz à desoneração do sistema socialista implantado em alguns países, bem como ao fascismo.

Erra quem pensa que Orwell era contra o Socialismo por escrever 1984, pois até o fim da vida, ele sempre foi um lúcido apoiador da causa operária e das políticas sociais.

Se fôssemos exercer nossa capacidade criativa de cientistas políticos (ou Pitonisas) e críticos literários, muito mais podemos relacionar o inicio da era Temer, e a ascensão dos ideais da direita, com os símbolos da política de “1984”. Se não, VEJAmos:

Uma das primeiras medidas do presidente Temer foi diminuir os ministérios, modificar competências, e fundir pastas sem muitas relações, além de nomear investigados pela operação “lava-jato”. Em “1984”, vemos a Oceania se compor de apenas três ministérios: Ministério da Verdade, que espalha mentiras, controla a mídia e a educação, reescrevendo diariamente a história, rasgando livros e editando os fatos já ocorridos (Alô, Venus Platinada!); Ministério do Amor, responsável pela segurança pública e pelo sistema judiciário, torturando pessoas e realizando processos kafkanianos; e Ministério da Paz, que sempre está promovendo a guerra contra as duas outras nações. Os maiores chefes são sempre os mais corruptos, que tentam torcer a realidade para controlar a massa oprimida e ignorante.

Toda tentativa de se opor ao regime de “1984” é logo duramente reprimida, como atualmente no Brasil, onde a Polícia Federal tem impedido que estrangeiros participem de manifestações, ou, ainda, tem exigido os documentos de pessoas em manifestação para criar cadastros de “insurgentes contra o regime”. O controle ideológico cria o que Orwell chama de duplipensar, uma forma de mentir sobre fatos, interpretando-os de forma mais favorável à manutenção do regime. Afinal, os professores do Paraná é que estavam errados e mereciam tiros de borracha e bombas de efeito moral! O conhecimento é a grande chave de controle, devendo ser criteriosamente auditado antes de o povo ter acesso. No Brasil, isso se dá com a impossibilidade de difusão do livre conhecimento (limitação da internet pelos provedores com anuência da ANATEL) e do impedimento de se lecionar teorias críticas em escolas (vedação ao debate sobre gênero).

O controle social ocorre com a criação de uma figura antagônica, chamado de traidor, Emmanuel Goldstein, culpado por tudo que possa acontecer de ruim (A culpa é do PT). Durante o livro, são narrados os “Minutos do ódio”, onde a figura do tal traidor aparece nas teletelas (monitores espalhados pelas casas e locais públicos) e a população deve xingar e descontar toda sua frustração violentamente (“tchau, querida”? Adesivos de Dilma misóginos?).

Não vivemos um regime totalitário (ainda bem! Santa Cher seja louvada!), mas nossos signos de opressão e controle institucionais merecem ser observados com cautela. Ainda é muito cedo para projeções sobre o novo presidente interino, mas a predominância da elite masculina, branca, cristã, heterormativa, rica, dispara um alerta (ou deveria disparar) em todos os brasileiros.

“Você está feliz, cidadão?” – Trecho do Livro de RPG Paranóia.

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ivison-sheldon

Típico capricorniano filho de Chaturno, advogado militante de Direitos Humanos, Professor, Mestre em Ciências Jurídicas (mas poderiam ser Ciências Ocultas) que nas horas vagas lê o futuro nas garrafas de Cajuína. O Habib do reino de Sabá.

Artecétera, Politicário

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1 comentário

  1. Porque você não escreve em um de seus blogs que é uma defensora ferrenha da IDEOLOGIA DE GÊNERO, que nada mais é do que a ideologia de destruição da família e da sociedade da qual TODOS NÓS viemos e sobrevivemos ao longo dos séculos de existência da humanidade ??? A sociedade brasileira é majoritariamente CRISTÃ e foi transformada em “pátria educadora” pelo PT (doutrinador marxista) ??? . Pode excluir o meu comentário , mas antes saiba que o VERDADEIRO HOMEM pai de família brasileiro, que batizado de “PATRIARCAL-MACHISTA pelo feminazismo e toda sua corja se seguidores, jamais vai sucumbir a uma ideologia criado por um movimento esquerdista marxista que se diz em defesa das mulheres.

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